segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Quem é Nepomuceno?

Há alguns dias atrás o Professor Joaquim postou um comentário em nosso blog.Porém este post veio com uma pulga de curiosidade... ele dizia:

"...e Vocês descobriram o Nepomuceno!Fico feliz com a descoberta, gostei do artigo escolhido e do comentário postado"

Ficamos intrigadas e pensantes: o que este Nepomuceno faz e quem é realmente para causar um comentário como este?
E por isso, eis a descoberta e eis mais um de seus artigos!

BOA LEITURA!

Quem é?

Carlos Nepomuceno é jornalista e coordenador da Pontonet (www.pontonet.com.br) - primeira empresa de consultoria em Internet do país - com mais de 200 projetos realizados na Web, a maioria como desenvolvedor de sites e sistemas.

Escreve há oito anos para jornais impressos e na rede, com artigos sobre o mundo digital, replicados gratuitamente em mais de 70 sites na Internet e assinadas por 10 mil assinantes.

Cursou a graduação na PUC-RJ, o mestrado em Ciência da Informação na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ/IBICT/CNPq e fez especialização em Informação no Ciberespaço, na Internet Society, em Honolulu, Havaí.
Hoje, é consultor de tecnologia para o Sebrae, Petrobras e IBAM, com projetos em Implantação de Tecnologia e Comunidades Virtuais. E professor do curso de Inteligência Coletiva do MBA de Gestão de Conhecimento do CRIE/UFRJ/Coppe.

Artigo

Em qual versão da web está sua instituição?
07/09/07

A integração entre os softwares de gestão de conteúdo e os novos softwares de gestão de comunidades é o principal desafio da web, que aparece aqui e ali nos projetos mais avançados. (Versão 2.0 deste artigo sem nenhuma referência a Web 2.0, Web 1.0, ou similares para facilitar o entendimento e a discussão, com algumas modificações em relação à versão anterior, atendendo a sugestões de leitores e mantendo os comentários originais).

A integração entre os softwares de gestão de conteúdo e os novos softwares de gestão de comunidades é o principal desafio das redes sociais eletrônicas, que aparece aqui e ali nos projetos mais avançados.

Recebo o e-mail de um visitante do site do Instituto de Inteligência Coletiva (ICO), do qual sou coordenador e que tem como missão difundir o conhecimento em rede na sociedade brasileira.
Ele escreve: “Vocês falam em Inteligência Coletiva, mas o site de vocês de coletivo não tem nada!”

Realmente o site é caretinha, sem interação e respondo: “Você tem razão, aguarde mais um pouco que teremos novidades!”

A justa cobrança me fez pensar um pouco nas várias etapas que todos nós teremos que passar na internet agora, finalmente, sem gelo e colaborativa.
Note que o ICO já tem a consciência fase colaborativa da Internet, mas não alterou o modo de ser por falta de ferramenta. Essa é a realidade que o mercado está se dando conta. Quando montamos o site pensamos em uma ferramenta de gestão de conteúdo interativa, mas abortamos a idéia.

Decretamos:
“Ou vai ser totalmente colaborativo, encadeando blogs e comunidades, ou é melhor fazer em html, até que a nossa ferramenta livre, o Icox, permita algo assim.”
Já podemos, entretanto, por todo os projetos que estamos acompanhando fazer uma primeira tabela das versões (ou etapas) da internet e ajudar para que você se enquadre. Importante: não estamos criando isso em cima de teorias, mas do que tem sido visto em mais de dez projetos que monitoramos de perto:

Fase pré-colaboração
A instituição ainda considera que internet é uma lista de pedidos de informações de usuários para os quais não tenho condições de responder a contento.

Fase pós-colaboração, sem visão
A instituição ouviu falar de colaboração, abriu espaço de participação mais ativa, mas não tem a nova cultura. O usuário começa a colaborar, mas sob vigilância e - algumas vezes - censura, e vê logo que é algo vazio (necessariamente nem todos precisam ou passam por isso);
Assumindo a fase colaborativa. A instituição olhou para os lados, para os concorrentes, para problemas internos e resolveu se abrir para uma nova cultura.
Não sabe exatamente para onde tem que ir, mas sabe que tem que mudar.

Primeiros projetos colaborativos
A instituição inicia projetos experimentais, mantendo a sua estrutura original, mas criando ambientes colaborativos em locais separados e começa a vivenciar as primeiras experiências colaborativas sem interferência antes, mas com monitoramento qualitativo posterior (e passa a aprender com isso).

Integrando o não colaborativo com o colaborativo
Começa o projeto de integração da presença não colaborativa com os ambientes colaborativos, levando tudo para um mesmo ambiente. O problema aqui tem sido ferramenta, já que não temos nada assim no mercado. As novas já colaborativas não têm gestão de conteúdo. E estas não têm colaboração.

Fase final de integração
Será a chegada das ferramentas de integração plena, onde não haverá diferença entre o espaço institucional, as comunidades, os blogs, a internet e a intranet. Tudo estará em um ambiente integrado, colaborativo, separado por filtros do que pode ser lido dentro e fora. E o que pode ou não ter comentários (ver mais detalhes abaixo).

Colaboração plena
Aprofundar esses ambientes, tanto em termos de metodologia de relação com a comunidade como aprimorar as ferramentas, criando conceitos totalmente novos, a partir dessa nova sinergia, preparando o terreno para a fase pós-colaboração, na qual os robôs de comunidades terão um papel fundamental.

Assim, posso dizer que o projeto Icox e o ICO estão vivendo o processo de integração dos dois mundos. Começamos a discutir publicamente a integração do conteúdo com a comunidade. (Para ver e comentar é preciso ainda ter cadastro no Icox de referência do projeto.) A idéia desse novo módulo do Icox é criar um ambiente institucional dentro da colaboração.
Nele, o administrador vai definir quais blogs, quais comunidades podem editar quais áreas do bloco institucional, que terá áreas e sub-áreas próprias.

Posso dizer, por exemplo, que a parte sobre notícias internacionais do site institucional terá como responsável a comunidade Icox_no_exterior. E as notícias sobre instalação do produto, pela comunidade dos administradores.

Assim, quando uma comunidade ou um usuário publicar algo, ao mesmo tempo, terá uma opção de incluir também na área institucional de forma integrada e transparente. No blog, por exemplo, vai se poder comentar, mas na parte institucional, por algum motivo, a critério de cada caso, não.

A integração entre os softwares de gestão de conteúdo e os novos de gestão de comunidades é o principal desafio da atual fase colaborativa da Web, que aparece aqui e ali nos projetos mais avançados.

Assim que a ferramenta estiver pronta, passaremos o site do ICO para vivenciar um modelo totalmente novo, tirando aquele ambiente não-colaborativo. Algo de ponta, ao estilo da nova fase de colaboração. Conto para isso com sua sugestão e comentários!


Comentário

O artigo fala de como a sincronia entre Sistemas gestores e Sistemas interativos estão caminhando, e exemplifica o caso de um site no qual ele é coordenador, o ICO (Instituto de Inteligência Coletiva).

É interessante, que ele coloca as estapas da internet e as define, e desta forma você pode identificar em qual fase a sua se encontra e quais são os passos que deverão ser seguidos para chegar a um nível de internet, onde haja a real interatividade.
Não basta ter esta visão da interatividade, se não existir esta cultura dentro da organização.

Pois as sugestões, e-mails e comentários dos seus diversos públicos (interno e externo) devem ser lidos, analisados, refletidos e posteriormente colocados em prática.

Este artigo frisa ainda mais a questão: inovar por inovar, não é inovação!
Não basta ter um site bonito que possibilita ''n'' opções, se você/empresa não estiver preparada e consciente do poder desta ferramenta.

E esta é uma consciência que deve crescer e acompanhar o ritmo de evolução das ferramentas que estão sendo utilizados.


Postado por Andrea, Amanda, Flávia e Marianne*

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Mapa da Exclusão Digital

Apenas 12,46% da população brasileira tem acesso a computadores e somente 8,31% estão conectados à Internet. A maioria destes poucos incluídos digitais, cerca de 97%, se concentra na área urbana, acentuando ainda mais o desnível e deixando as zonas rurais praticamente na escuridão digital. Estes percentuais expõem o cenário de exclusão digital em que vive grande parte da população brasileira.
Os resultados fazem parte de um estudo que deu origem ao Mapa da Exclusão Digital. A iniciativa pretende servir como referência para a definição de estratégias para sua superação, influenciando políticas públicas, investimentos de empresas privadas e ações das ONGs. O mapa, que levou dez meses para ficar pronto, é fruto de uma parceria entre o CDI – Comitê para a Democratização da Informática, a Fundação Getúlio Vargas, a Sun Microsystems e a USAID – The United States Agency for International Development.
O Mapa da Exclusão Digital é o primeiro estudo que traça perfis nos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito ao acesso às tecnologias da informação e comunicação, levando em consideração não apenas o capital físico (a máquina, os softwares), mas também o capital humano (educação e capacitação) e social.
Um dado curioso, levantado pelo estudo, é o acesso a tecnologia por etnia. Os amarelos (descendentes de orientais) são o grupo com maior acesso proporcional (41,66%). Os brancos ocupam o segundo lugar com 15,14%, seguidos pelos pardos (4,06%) e os índios (3,72%).
Dados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico, do Ministério da Educação, que também fazem parte do Mapa, revelam que o desempenho de alunos é melhor entre os estudantes que têm computador em casa. O mesmo ocorre com crianças e jovens que contam com acesso doméstico à Internet. A nota dos alunos que têm computador em casa é 17% maior em Matemática e 13% maior em Português, por exemplo. O documento, que será atualizado anualmente, contêm ainda um banco de dados amigável através do qual organizações, estudantes, pesquisadores e gestores de políticas públicas poderão colher informações em diversas modalidades em nível municipal, estadual e nacional. O inteiro teor da pesquisa está disponível para download no site http://www.cdi.org.br/
Os cinco Estados MAIS incluídos:
1º Distrito Federal
2º São Paulo
3º Rio de Janeiro
4º Santa Catarina
5º Paraná

Os cinco Estados MENOS incluídos:
1º Maranhão
2º Piauí
3º Tocantins
4º Acre
5º Alagoas


Fonte: Boletim Informativo do Comitê para Democratização da Informática – Maio/2003 – Ano 2 – nº 12

Comentário:
Computadores são caros e muitas vezes as pessoas não tem informações de como manipular. Mas se tornaram ferramentas indispensáveis para qualquer tipo de atividade, a ponto de ter sido criado o termo ''exclusão digital'' para mostrar que a falta de acesso a noções de informática não terão as mesmas chances de trabalho, desenvolvimento profissional e social.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Avaliando resultados de seu e-mail marketing


A análise de relatórios de envios é importante para avaliar o sucesso de sua campanha, corrigir erros, fazer ajustes e tomar novas ações a partir dos resultados obtidos. Portanto, quanto mais detalhados forem seus relatórios, mais precisão você terá para tomar o rumo certo de seu investimento.Seja seu objetivo aumentar as vendas, fidelizar seu cliente ou apenas entregar informação, o caminho que sua campanha de e-mail marketing deverá percorrer até alcançá-lo é longo.

Você vai construir sua lista de contatos, definir o conteúdo de sua newsletter, trabalhar o design de sua mensagem, escolher um assunto estratégico, programar a data e hora do envio, ufa! Estamos apenas no começo!Após acionar o comando de envio de seu sistema de e-mail marketing, começa uma nova trajetória para sua campanha. Sua mensagem percorrerá inúmeros servidores, filtros anti-spam, e-mails inválidos, reclamações de SPAM (sabemos que são injustas!), caixas-postais cheias, etc.

Você precisará de todos os recursos possíveis para análise de seus resultados e saber onde, como e que reação sua mensagem provocou em seu público-alvo.Vejamos alguns relatórios importantes a serem considerados e o que podemos fazer para melhorá-los. Relatórios de e-mails rejeitadosNormalmente, o índice de e-mails rejeitados de uma lista de permissão fica na faixa de 1 % a 4 % do total de e-mail enviados. Se sua campanha teve um índice muito acima da média, algo está errado.

Verifique, em seu relatório de e-mail rejeitados, os motivos de rejeição, que podem ser: usuário inválido, caixa postal cheia, domínio inválido, e-mail inválido. Em sistemas mais avançados, é possível identificar e-mail inválidos no momento da importação de sua lista. Se você constatar um grande índice de domínios e usuários inválidos, você provavelmente está trabalhando com e-mail antigos, desativados ou simplesmente mal digitados.

O ideal, neste caso, é você identificá-los e desativá-los, o que deverá diminuir sua taxa de rejeição no próximo envio.Relatórios de Opt-outs (descadastros)As pessoas optam pelo descadastro por vários motivos. Os motivos principais são: recebimento não autorizado (sem permissão), conteúdo irrelevante ao usuário e freqüência muito alta. Se sua campanha está gerando muitos descadastros, descubra os motivos através de relatórios de descadastro por motivo, estes serão extremamente úteis para você reformular seus planos relativos a conteúdo, freqüência e segmentação.

Relatórios de VisualizaçõesUm índice de visualizações de uma campanha de e-mail marketing bem elaborada fica em torno de 20%. Essa é uma média muito boa. Para chegar a esse índice, são dois os fatores que influem na decisão da visualização de sua mensagem: credibilidade e relevância. Para obter um bom percentual de visualizações, planeje com cuidado duas coisas: o assunto de sua mensagem e o nome do remetente. São eles que irão despertar o interesse de leitura. A credibilidade está no nome do remetente e o interesse (relevância) está no assunto, que deve ser objetivo e resumir o conteúdo da mensagem.

Relatórios de CliquesTalvez seja esta a ação mais desejada em um envio de e-mail marketing. O clique leva seu assinante a visitar sua empresa em segundos! Quer coisa melhor? Esta é uma das grandes vantagens do e-mail marketing, trazer o internauta até sua porta, mesmo que ela seja virtual!A dica para obter o maior número de cliques possíveis é simples: despertar o interesse em saber mais. Para isso, você deve despertar a curiosidade em seu assinante.Caso você esteja enviando uma notícia, coloque um resumo ou apenas primeiro parágrafo e convide seu assinante a ler o restante em seu site.

Se você está enviando uma promoção, coloque um link ou botão para um hotsite ou página da promoção com chamadas estratégicas como “veja os prêmios que esperam por você, acessando www.promocao.com.br” ou ainda “descubra as vantagens de ser nosso cliente, acesse...”.
(14 de agosto de 2007, 13:41)

Por:
Eduardo De Zorz

Fonte:
http://www.mundodomarketing.com.br/

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O usuário entra por onde bem entende
Muitos sites precisam rever seus conceitos e arrumar os porões e as portas dos fundos.Com o avanço de novas tecnologias e o crescimento da busca, alguns especialistas chegam a pregar a morte da “homepage”, considerando que o usuário entra nos sites por qualquer parte, por onde desejar.Há alguns anos, nos primórdios da internet, muitas empresas chamavam seus sites de “homepages”. Era muito comum a clássica frase “coloquei a homepage da minha empresa na internet”.

O conceito de página principal ficou tão forte, que se tornou um sinônimo de site.Até mesmo nos dias atuais, em grandes empresas, a preocupação com a página principal é tão grande que as outras partes ficam esquecidas. É muito comum encontrar páginas internas que não cumprem seus objetivos, pois muitas vezes não são encaradas como potenciais portas de entrada.Alguns dos maiores sites de mídia americana têm mais de 50% de tráfego direcionado para outras páginas de entrada (vindos de sites de busca, blogs, etc). Há poucos anos, a home era responsável por cerca de 80% das entradas.No caso do Webinsider, a home representa 20% dos acessos (que pode ser entendido como o público mais fiel ao site, que entra pelos Favoritos ou digita diretamente o endereço no browser).

A estratégia de fazer uma capa ainda vem de uma associação com jornais ou revistas. A idéia de que existe um início de tudo, com destaque para todos os caminhos possíveis nem sempre é verdade. Muitos se esquecem que um ambiente interativo envolve a escolha do usuário, inclusive por onde ele deseja entrar.Para mudar esse conceito, é preciso analisar cada parte como um potencial de direcionar o usuário para aprofundar seu interesse. É preciso entender o conceito do site a partir de qualquer lugar, através de destaques e informações cruzadas que levem aos objetivos. O ambiente nunca pode ser encarado de forma seqüencial. O usuário pode vir de qualquer lugar, chegar onde quiser e sair, ou continuar seu caminho.Através de RSS, não é mais preciso passar pela home para ver as novidades. Com a busca, cada um procura o que quer e cai em qualquer parte. Raramente a home tem mais relevância no assunto que áreas internas especializadas, com espaço para aprofundar.No caso de ações de e-mail marketing e campanhas, há maior controle em relação à porta de entrada, que também tem um foco específico, fugindo do generalismo da home. Em muitos outros casos, há grandes surpresas ao analisar estatísticas de páginas de entrada.Pode-se ir até mais profundamente na discussão.

Na verdade, não só a primazia da home está em cheque, mas também o próprio conceito de página.Com tecnologias como Ajax, toda a experiência pode acontecer em um único local, sem sair do lugar. Dessa forma, a chave não é mais a página em si, mas sim a interação. O próprio conceito de site deve ser visto a partir do lado de fora, e não a partir de si mesmo. Dessa forma, pensar que existe um único ponto de partida pode ser um grande equívoco.

Por:
Daniella Morier

Fonte:

http://www.mundodomarketing.com.br/