Há alguns dias atrás o Professor Joaquim postou um comentário em nosso blog.Porém este post veio com uma pulga de curiosidade... ele dizia:
"...e Vocês descobriram o Nepomuceno!Fico feliz com a descoberta, gostei do artigo escolhido e do comentário postado"
Ficamos intrigadas e pensantes: o que este Nepomuceno faz e quem é realmente para causar um comentário como este?
E por isso, eis a descoberta e eis mais um de seus artigos!
BOA LEITURA!
Quem é?
Carlos Nepomuceno é jornalista e coordenador da Pontonet (www.pontonet.com.br) - primeira empresa de consultoria em Internet do país - com mais de 200 projetos realizados na Web, a maioria como desenvolvedor de sites e sistemas.
Escreve há oito anos para jornais impressos e na rede, com artigos sobre o mundo digital, replicados gratuitamente em mais de 70 sites na Internet e assinadas por 10 mil assinantes.
Cursou a graduação na PUC-RJ, o mestrado em Ciência da Informação na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ/IBICT/CNPq e fez especialização em Informação no Ciberespaço, na Internet Society, em Honolulu, Havaí.
Hoje, é consultor de tecnologia para o Sebrae, Petrobras e IBAM, com projetos em Implantação de Tecnologia e Comunidades Virtuais. E professor do curso de Inteligência Coletiva do MBA de Gestão de Conhecimento do CRIE/UFRJ/Coppe.
Artigo
Em qual versão da web está sua instituição?
07/09/07
A integração entre os softwares de gestão de conteúdo e os novos softwares de gestão de comunidades é o principal desafio da web, que aparece aqui e ali nos projetos mais avançados. (Versão 2.0 deste artigo sem nenhuma referência a Web 2.0, Web 1.0, ou similares para facilitar o entendimento e a discussão, com algumas modificações em relação à versão anterior, atendendo a sugestões de leitores e mantendo os comentários originais).
A integração entre os softwares de gestão de conteúdo e os novos softwares de gestão de comunidades é o principal desafio das redes sociais eletrônicas, que aparece aqui e ali nos projetos mais avançados.
Recebo o e-mail de um visitante do site do Instituto de Inteligência Coletiva (ICO), do qual sou coordenador e que tem como missão difundir o conhecimento em rede na sociedade brasileira.
Ele escreve: “Vocês falam em Inteligência Coletiva, mas o site de vocês de coletivo não tem nada!”
Realmente o site é caretinha, sem interação e respondo: “Você tem razão, aguarde mais um pouco que teremos novidades!”
A justa cobrança me fez pensar um pouco nas várias etapas que todos nós teremos que passar na internet agora, finalmente, sem gelo e colaborativa.
Note que o ICO já tem a consciência fase colaborativa da Internet, mas não alterou o modo de ser por falta de ferramenta. Essa é a realidade que o mercado está se dando conta. Quando montamos o site pensamos em uma ferramenta de gestão de conteúdo interativa, mas abortamos a idéia.
Decretamos:
“Ou vai ser totalmente colaborativo, encadeando blogs e comunidades, ou é melhor fazer em html, até que a nossa ferramenta livre, o Icox, permita algo assim.”
Já podemos, entretanto, por todo os projetos que estamos acompanhando fazer uma primeira tabela das versões (ou etapas) da internet e ajudar para que você se enquadre. Importante: não estamos criando isso em cima de teorias, mas do que tem sido visto em mais de dez projetos que monitoramos de perto:
Fase pré-colaboração
A instituição ainda considera que internet é uma lista de pedidos de informações de usuários para os quais não tenho condições de responder a contento.
Fase pós-colaboração, sem visão
A instituição ouviu falar de colaboração, abriu espaço de participação mais ativa, mas não tem a nova cultura. O usuário começa a colaborar, mas sob vigilância e - algumas vezes - censura, e vê logo que é algo vazio (necessariamente nem todos precisam ou passam por isso);
Assumindo a fase colaborativa. A instituição olhou para os lados, para os concorrentes, para problemas internos e resolveu se abrir para uma nova cultura.
Não sabe exatamente para onde tem que ir, mas sabe que tem que mudar.
Primeiros projetos colaborativos
A instituição inicia projetos experimentais, mantendo a sua estrutura original, mas criando ambientes colaborativos em locais separados e começa a vivenciar as primeiras experiências colaborativas sem interferência antes, mas com monitoramento qualitativo posterior (e passa a aprender com isso).
Integrando o não colaborativo com o colaborativo
Começa o projeto de integração da presença não colaborativa com os ambientes colaborativos, levando tudo para um mesmo ambiente. O problema aqui tem sido ferramenta, já que não temos nada assim no mercado. As novas já colaborativas não têm gestão de conteúdo. E estas não têm colaboração.
Fase final de integração
Será a chegada das ferramentas de integração plena, onde não haverá diferença entre o espaço institucional, as comunidades, os blogs, a internet e a intranet. Tudo estará em um ambiente integrado, colaborativo, separado por filtros do que pode ser lido dentro e fora. E o que pode ou não ter comentários (ver mais detalhes abaixo).
Colaboração plena
Aprofundar esses ambientes, tanto em termos de metodologia de relação com a comunidade como aprimorar as ferramentas, criando conceitos totalmente novos, a partir dessa nova sinergia, preparando o terreno para a fase pós-colaboração, na qual os robôs de comunidades terão um papel fundamental.
Assim, posso dizer que o projeto Icox e o ICO estão vivendo o processo de integração dos dois mundos. Começamos a discutir publicamente a integração do conteúdo com a comunidade. (Para ver e comentar é preciso ainda ter cadastro no Icox de referência do projeto.) A idéia desse novo módulo do Icox é criar um ambiente institucional dentro da colaboração.
Nele, o administrador vai definir quais blogs, quais comunidades podem editar quais áreas do bloco institucional, que terá áreas e sub-áreas próprias.
Posso dizer, por exemplo, que a parte sobre notícias internacionais do site institucional terá como responsável a comunidade Icox_no_exterior. E as notícias sobre instalação do produto, pela comunidade dos administradores.
Assim, quando uma comunidade ou um usuário publicar algo, ao mesmo tempo, terá uma opção de incluir também na área institucional de forma integrada e transparente. No blog, por exemplo, vai se poder comentar, mas na parte institucional, por algum motivo, a critério de cada caso, não.
A integração entre os softwares de gestão de conteúdo e os novos de gestão de comunidades é o principal desafio da atual fase colaborativa da Web, que aparece aqui e ali nos projetos mais avançados.
Assim que a ferramenta estiver pronta, passaremos o site do ICO para vivenciar um modelo totalmente novo, tirando aquele ambiente não-colaborativo. Algo de ponta, ao estilo da nova fase de colaboração. Conto para isso com sua sugestão e comentários!
Comentário
O artigo fala de como a sincronia entre Sistemas gestores e Sistemas interativos estão caminhando, e exemplifica o caso de um site no qual ele é coordenador, o ICO (Instituto de Inteligência Coletiva).
É interessante, que ele coloca as estapas da internet e as define, e desta forma você pode identificar em qual fase a sua se encontra e quais são os passos que deverão ser seguidos para chegar a um nível de internet, onde haja a real interatividade.
Não basta ter esta visão da interatividade, se não existir esta cultura dentro da organização.
Pois as sugestões, e-mails e comentários dos seus diversos públicos (interno e externo) devem ser lidos, analisados, refletidos e posteriormente colocados em prática.
Este artigo frisa ainda mais a questão: inovar por inovar, não é inovação!
Não basta ter um site bonito que possibilita ''n'' opções, se você/empresa não estiver preparada e consciente do poder desta ferramenta.
E esta é uma consciência que deve crescer e acompanhar o ritmo de evolução das ferramentas que estão sendo utilizados.
Postado por Andrea, Amanda, Flávia e Marianne*
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
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Um comentário:
Isso é muito sério, quantas empresas colocam o ícone "fale conosco" ou "registre aqui suas críticas e sugestões" mas não se dão ao trabalho de ter um pessoal lê, absorve o que há de importante nesses registros e repassa as informações para seus superiores para que os serviços ou produtos oferecidos tenham as melhoras necessarias. Nesses casos ainternet não serve como uma ferramenta de marketing, nem como uma forma de se aproximar mais de seus clientes, ela só existe por existir, porque todo mundo utiliza.
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